Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 08/04/2021
Os cidadãos mais idosos tinham grande importância na Grécia Antiga ao ocuparem cargos de alto escalão na política e no exército, além de dotarem de imensa sabedoria. Na contemporaneidade, no entanto, essa classe vem sendo constantemente desvalorizada e marginalizada pelo governo e por seus familiares, devido ao imediatismo da sociedade e pela ausência da contribuição econômica. Assim sendo, a população torna-se cada vez mais apática ao negar ajuda afetiva e monetária aos idosos.
Sob primeiro plano, destaca-se a contribuição do imediatismo da sociedade brasileira no que tange aos mais velhos, haja vista que, segundo uma pesquisa realizada em 2018 pelo Banco Mundial, cerca de 10% dos brasileiros estão preparados para a velhice. Nesse sentido, uma parte expressiva dos brasileiros não estão se preparando fisica e economicamente para a idade mais avançada visto que suas preocupações se atém ao presente, consequentemente sua subsistência é garantida a partir de auxílios pífios do Estado que tanto contribuiram na juventude.
Paralelamente, a falta de contribuição econômica para o país fomenta o abandono dos mais velhos. A fala emblemática do ex-ministro das Finanças do Japão ao caracterizar os mais velhos como um alto e desnecessário gasto público representa o pensamento atual, uma vez que os habitantes tendem a questionar os auxílios e benefícios que o governo destina à população mais antiga e, por vezes, até culpá-los por crises economicas. Por conseguinte, a comunidade perde sua humanidade ao resumir a sí própria como máquina de gerar lucros aos países de origem.
Diante do exposto fica evidente, portanto, as causas do abandono dos idosos no Brasil. Destarte, o Ministério da Educação deverá informar os jovens da importância que seus pais e avôs tiveram na construção da sociedade por meio da implementação da matéria “Ética e Cidadania” à grade curricular brasileira, a fim de garantir o respeito dos mais novos para com seus familiares mais antigos. Desse modo, o pensamento comum evoluirá gradativamente até que os idosos sejam plenamente respeitados.