Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 24/04/2021

Segundo o Artigo 230 da Constituição Federal de 1988, é dever do Estado e da família amparar as pessoas idosas. No entanto, o que se observa na atualidade é que os casos de abandono de idosos no Brasil vêm crescendo cada vez mais, fruto tanto da ausência de responsabilidade familiar, quanto da falta de educação financeira. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o abandono de idosos deriva da falta de responsabilidade familiar. Segundo Chaves, protagonista do seriado mexicano El Chavo, se você é jovem, um dia velho será. Nessa lógica, a falta de responsabilidade por parte da família contribui em larga escala com o abandono de idosos,  uma vez que é a presença familiar que promove uma melhor qualidade de vidas para os mais velhos. Diante disso, torna-se fundamental uma posição do Estado quanto a negligência da família nos cuidados aos idosos.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de educação financeira como promotor do problema. Segundo Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Nessa lógica, a falta de educação financeira contribui amplamente para a elevação dos casos de abandono de idosos no Brasil, uma vez que a insuficiência de conhecimento acerca do assunto pode gerar problemas com relação a uma poupança de capital para o futuro. Dessa forma, são necessárias medidas com o objetivo melhorar a gestão financeira da população.

Constata-se, assim, que medidas são necessárias para mitigar os casos de abandono de idosos no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério Público, órgão responsável pela defesa da ordem jurídica e dos interesses da sociedade, através de publicidades nas redes sociais, televisão e jornais, a promoção de campanhas públicas que orientem a população sobre a importância de ajudar os idosos e das consequências do crime de abandono, com objetivo de diminuir o número de casos de abandono de idosos no Brasil. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pela política educacional no Brasil, através da criação de cursos de educação financeira, orientar a população a melhorar sua gestão financeira, com intuito de guardar capital para quando envelhecerem. Dessa maneira, reduzirá substancialmente os casos de abandono de idosos no Brasil, alcançando o direito proposto pelo Artigo 230 da Constituição Federal de 1988.