Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 24/04/2021
Na Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - consta que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas. Entretanto, essa lei não é devidamente assegurada, uma vez que o abandono de idosos no Brasil é uma realidade preocupante. Dessa forma, percebe-se a necessidade de uma análise da falta de engajamento da população, e da ineficácia Estatal na resolução do problema.
Vale ressaltar de início que, o não engajamento populacional contribui para a proliferação do problema. Diante disso, o Realismo, como escola literária, é composto por diversas críticas às, mas condutas da sociedade, como a falta de humanidade e o egoísmo. De forma semelhante à literatura, na atualidade, o individualismo é predominante em comparação à preocupação com o próximo. Isso acontece quando as pessoas presenciam o abandono de indivíduos da terceira idade e permanecem imóveis diante dessas situações.
Paralelo a isso, vale também ressaltar que, a baixa eficácia do Estado pode também ser vista como instrumento que contribui para essa problemática. Nessa lógica, segundo o filósofo Jean-Jacques Rousseau, quando as autoridades políticas se isentam dos direitos dos cidadãos, há um descumprimento do contrato social. A quebra desse acordo ocorre porque, apesar de existirem instituições governamentais que visam combater a falta de respeito e a violência com pessoas dessa faixa etária, como o Estatuto do Idoso, elas são dependentes, de denúncias feitas pela população e, devido a isso, ficam em inércia enquanto diversos casos de abandono ocorrem e não são denunciados. Evidencia-se, portanto, que existe a necessidade de combate ao abandono de idosos no Brasil. Para tal, o Estatuto do Idoso tem a responsabilidade de realizar regularmente campanhas publicitárias nos meios de comunicação de respeito à cidadania das pessoas das faixas etárias relevantes, que servirão como meio de divulgação de informação para que cada vez mais pessoas denunciem casos que não respeitam a saúde física e mental das vítimas. Dessa forma, os brasileiros verão os direitos e obrigações garantidos pela Constituição como uma realidade.