Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/04/2021

Sabe-se da grande importância dos idosos em diversas sociedades durante a história da humanidade, como na cultura indígena, na qual os mais velhos ocupam posições de destaque, por exemplo o caso dos caciques. Porém, atualmente, essa não é uma realidade na maioria das sociedades contemporâneas, uma vez que o abandono de idosos é um problema cada vez mais frequente. Nesse sentido, evidencia-se o fenômeno de inversão da pirâmide etária e o individualismo.

Vale ressaltar, de início, a falta de preparação em relação ao crescente envelhecimento no Brasil. Segundo a Constituição Federal de 1988, a família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas velhas, assegurando sua integridade, dignidade e bem-estar. Entretanto, esses direitos não são a realidade dessa parcela da população que se encontram cada vez mais desamparadas, sem práticas e ações de inserção no contexto atual.

Somado a isso, encontram-se as relações sociais no mundo contemporâneo. Segundo o sociólogo Bauman, as relações entre os indivíduos estão mais superficiais e fluidas, enquanto a velhice no passado era vista com admiração, no mundo capitalista, é visto apenas como inutilidade. Com efeito, contribuindo para o tratamento ageísta que os idosos são submetidos.

Evidencia-se, portanto, o descaso e o abandono de idosos nos dias atuais. Tendo em vista que para reverter tal situação, cabe a Governo Federal investir em programas que ofereçam oportunidades de formação de profissionais capacitados ao atendimento desse grupo etário, por meio de cursos gratuitos, palestras e campanhas de orientação acerca da importância e papel desses indivíduos, a fim de atender a demanda dos idosos no futuro e dar fim a triste realidade do abandono. Assim, o país será beneficiado pela inversão da pirâmide etária e os cidadãos mais velhos voltarão a ter uma posição de importância.