Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 14/04/2021
A animação “Up: altas aventuras” relata a história de um idoso que após uma vida de companheirismo com sua esposa se encontra triste e abandonado na viuvez. De maneira análoga, no Brasil a condição de vida dos mais velhos se encontra cada vez pior visto que a taxa de seus abandonos tem crescido muito. Portanto, existem duas questões que contribuem para tal problemática, as quais não podem ser tangenciadas, são elas: Despreparo dos asilos públicos e o aumento da expectativa de vida.
Em primeiro plano urge analisar os investimentos federais em casas de acolhimento. Em junho de 2020 o Presidente da República aprovou uma lei que garantia a distribuição de R$ 160 milhões para instituições geriátricas até o fim do ano. Entretanto, segundo o G1, apenas dois meses depois um asilo foi interditado em Londrina por irregularidade fazendo com que as famílias tivessem que acolher seus parentes no meio de uma pandemia que ameaça principalmente idosos. Por mais que o governo invista, sem a sua devida aplicação o dinheiro não é a solução, por isso é necessário também que ele se atente à sua distribuição.
Vale ainda ressaltar que a expectativa de vida está aumentando, tornando a população nos próximos séculos majoritariamente velha. A falta de planejamento financeiro e alguns casos a impossibilidade dele, acarreta no abandono pelos filhos e netos dos seus ancestrais. Esse entendimento se faz visível visto que em 2019 o IBGE divulgou que a média salarial brasileira era de R$ 226, uma média extremamente baixa, contudo o planejamento de aposentadoria não é uma possibilidade para esses indivíduos, eles necessitam de ajuda externa para viver uma boa velhice.
Fica claro, portanto, que o descaso com os idosos é um problema real no Brasil que precisa ser solucionado. Cabe então, ao governo aplicar fundos financeiros em entidades acolhedoras, e fiscalizá-los, para que não haja corrupção. Cabe também às escolas e órgãos de educação criarem projetos que ensinem cuidados geriátricos e planejamento financeiro para que as crianças saibam lidar com o futuro. Com isso, teremos um Brasil melhor e mais acolhedor.