Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 15/04/2021
No Brasil e no mundo, ocorre uma transformação na pirâmide etáira. Dessa maneira a questão do abandono surge como um problema crescente. Com esse cenário, de aumento na espectativa de vida, mudanças devem ser feitas na forma como nos preparamos para a “melhor idade” e como o governo gere suas políticas e recursos para proporcionar dignidade a esta crescente parcela da sociedade.
Nesse sentido, é importante citar a maneira como a sociedade vislumbra a condição de pessoa idosa, o culto a juventude e o desprezo a velhice é uma caracteristica marcante. Como consequencia disso, a preparação para a chegada dessa fase é negligenciada pela maioria. Segundo o instituto de pesquisa IstoÉ, menos de 12% da população possui algum dinheiro em poupança. Como consequência disso uma multidão de brasileiros chegando a idades avançadas sem possuirem nenhuma reserva patrimonial, o que os leva a dependerem exclusivamente de programas de auxílio social e, muitas vezes, a se recolherem em asilos.
Ademais, o estado e suas políticas muito influenciam em como a sociedade volta-se para o futuro e como se relacionam com os seus anciões.No país no qual, segundo recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica, mais de 30% da população será idosa até 2050, medidas de proteção no que se refere tanto a questão social-previdenciária, quanto na parte de combate a crimes como abandono e maus-tratos devem ser tomandas.
Portanto, para que os atuais e futuros desafios sejam superados é necessário que políticas públicas implementadas por meio do ministério da educação e secretarias estaduais e municipais incluam na grade curricular disciplinas direcionadas a educação financeira, para que jovens cheguem melhor patrimonialmente a essa fase da vida. Além disso, Poder Executivo e Congresso Nacional devem unir esforços na direção de politicas que agravem as punições e aumente a fiscaliação sobre ilicitos contra idosos, inibindo, assim, essas praticas.