Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 16/04/2021
Na série de animação “Os Simpsons”, são exibidas as adversidades de uma família norte-americana. Nesta história, o septuagenário Abe Simpson, após ser considerado senil pelo filho, é deixado em um lar de idosos, onde não consegue residir satisfatoriamente. Simultaneamente, no Brasil, o desamparo de idosos por seus familiares provoca a desvalorização do papel social e a atenuação do padrão de vida dessas pessoas. Logo, é de suma importância averiguar tal problemática.
No contexto social contemporâneo, o número de pessoas idosas vem aumentando, significativamente, ocasionando, situações de abandono desses indivíduos, visto que os mesmos necessitam de cuidados especiais, para melhor qualidade de vida, devido as mudanças em todo corpo e saúde. Diante do exposto, um dos fatores do abandono desse público, é a ausência de recursos financeiros. Segundo uma pesquisa feita pelo site “ Aun USP”, cerca de 74,7 % dos idosos, com idade entre 65 anos ou mais, desfrutam da aposentadoria, pois já não possuem ganhos oriundos do mercado de trabalho. Nesse contexto, o investimento financeiro, é importantíssimo para o cuidado da saúde frágil do cidadão em envelhecimento, essencialmente, na utilização da compra de medicamentos como também na adaptação do meio.
Em uma segunda análise, o artigo 1.1634 do Código Civil, estabelece a obrigação de cuidados entre filhos e pai, dessa forma também, está exposto na lei 10.141, que nenhum idoso poderá ser vítima de negligência. Contudo, esse estatuto não se aplica no dia a dia, uma vez que, qualquer indivíduo sem ter em conta sua idade, necessita de assistência afetiva, para o desenvolvimento dos laços familiares. Segundo o portal “Amigo do Idoso”, uma pesquisa realizada em 5 instituições, indica que 36% dos idosos que residem em lares filantrópicos, desapossaram-se totalmente de seus laços parentais. Destarte, a falta de responsabilidade dos filhos proporciona, negativamente, aos pais idosos um maior desgaste físico e emocional, nesse estágio de passagem de idade.
Portanto, providências tornam-se necessárias para mudar essa descontente situação. Tendo em vista esse objetivo, é fundamental que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, em conjunto com o MEC, elabore uma campanha de conscientização sobre a inserção dos mais velhos na normalidade populacional. Ademais, a Coordenação de Políticas para Pessoa Idosa, devem fomentar uma melhor e mais sucinta fiscalização no que diz respeito aos direitos dos idosos. Tal penalidade carece ser feita através de multas severas e medidas mais punitivas aos desertores, afim de diminuir os casos de abandono dos mais velhos pela impunidade dos infratores.