Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 18/04/2021

A tela “Auto-retrato”, obra de Vincent Van Gogh, retrata um indivíduo carregado de angústia e sofrimento. Por meio de um olhar vazio, o artista revela seu estado de desconforto após um grave ataque psicótico sofrido enquanto internado em um asilo. Semelhante a Van Gogh, milhões de idosos sofrem de abandono no Brasil, situação alimentada pela omissão familiar e estatal. Com base nesse contexto, é essencial investigar que fatores motivam essa problemática, assim como os seus efeitos.

Nota-se que, no cenário atual, por necessitarem de um maior amparo, devido às mudanças do corpo sofridas pelo tempo, a população idosa é vista como um peso a ser carregado. Em seu livro “A Velhice”, a filósofa Simone de Beauvoir busca entender o tratamento que a sociedade dá aos idosos. Para ela, para que a velhice seja tratada como é devida, o homem deve enxergar em seu futuro essa condição.

Entende-se, ainda, que existe uma tendência que se desenvolvam sentimentos de angústia e falta de perspectiva na vítima. Tal problemática já foi abordada no desenho animado “Up! Altas Aventuras”, onde Carl, um senhor de 78 anos, a fim de evitar ser internado em um asilo, faz sua casa voar através de balões. Percebe-se com isso que devido à sua fragilidade física, o idoso é privado do seu direito de decisão, vendo-se obrigado a fugir dessa realidade.

Torna-se evidente, portanto, que a questão do abandono do idoso ainda carece de soluções. Dessa forma, é essencial que o Estatuto do Idoso promova projetos eficientes que construam na sociedade anseios de empatia e solidariedade com a população idosa. Essa medida, deve ser difundida por intermédio da mídia, por sua grande influência na sociedade, além de ser debatida nos âmbitos escolares e familiares, a fim de garantir a completa compreensão da importância da manutenção do bem-estar dos idosos. Dessa maneira, será possível melhorar a vida de milhares de brasileiros.