Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 17/04/2021

Com o transcorrer das décadas, o Brasil tem apresentado significativo aumento na taxa de expectativa de vida, torna-se destaque, por esse motivo, a circunstância em que a cada dia existem mais idosos e a óbice de abandono afetivo e material dessa faixa etária. Nesse sentido, é inconcebível negar que com o desamparo familiar e principalmente, governamental, essa parte da população não recebe cuidados suficientes e assistência na velhice.

Os brasileiros tendem a trabalhar apenas com o presente em mente, deixam de traçar um plano para mais tarde e quando mais velhos, não têm garantia de futuro. Assim, o auxílio do governo é solução para muitos, mas a diferença de índices no reajustamento de benefícios faz com que os pensionistas tenham salários com variações distintas: alguns recebem mais de um salário e há aqueles que dependem do valor mínimo oferecido pelo governo, R$ 1.100 mensais (Agência Brasil), que dificilmente cobrem as carências de alimentação, cuidados físicos, saúde e transporte.

Ademais, os idosos também sofrem com a rejeição familiar, na omissão de cuidado, de companhia, de tratamento psicológico, de apoio moral e de casos em que não são providos materialmente com o necessário para sua subsistência. Desta forma, percebe-se a falta de conhecimento da população em relação ao envelhecimento, uma fase tão natural quanto às anteriores, assim como muitos familiares também não dão a devida importância ao assunto, que tem exposto inúmeros anciãos a condições precárias.

Portanto, entender os idosos e suas dificuldades é indispensável, visto que abandono é crime em toda e qualquer situação. Destarte, o Estatuto do Idoso, juntamente ao Sistema de Assistência Social, devem criar mais lares, a fim de proteger estas pessoas e atender suas necessidades básicas, contando com ajuda de profissionais qualificados como geriatras, cuidadores, psicólogos e nutricionistas, para que vivam de modo confortável. Além disso, é importantíssimo que o Governo Federal reveja o auxílio salarial, reajustando os valores disponibilizados a essa camada social, para que possam se manter com mais qualidade e segurança no dia-a-dia.