Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 19/04/2021

A terceira fase do processo de transição demográfica, distinguir-se pela diminuição nas taxas de natalidade, por conseguinte, a um aumento nas estatísticas da massa idosa. Logo, o processo de envelhecimento humano é caracterizado por uma notória mudança em todo corpo. Dessa forma, a população idosa, necessita de cuidados especiais, que garantam uma boa qualidade de vida. No entanto, com o grande aumento dessa população ficou evidente altos casos de abandono de idosos no país. Assim sendo, é importante avaliar os fatores que levam ao desamparo desses indíviduos, como a ineficácia do Estado e a ausência da responsabilidade dos filhos.

Em primeira análise, a ineficácia do Estado atua como instrumento de manutenção dessa problemática. Sob essa ótica, segundo o filósofo Rosseau, " quando as autoridades políticas se isentam dos direitos dos cidadãos, há um descumprimento do contrato social “.Contudo, a quebra desse acordo ocorre pois, embora existam instituições governamentais que visam combater a violência e a falta de respeito contra essa faixa etária, conforme o Estatuto do Idoso preveni, ainda depende, em sua maioria, de denúncias feitas pela população, o que dificilmente ocorrem, uma vez que, não é um assunto visto com devida importância e em muito dos atos não são realizadas denúncias, porque a sociedade não lida, às vezes, como um crime ou violência.

Paralelo a isso, o Código Civil, determina a obrigação de cuidados entre filhos e pais, de tal forma também, segundo está exposto na lei, em que nenhum idoso poderá ser vítima de negligência. Entretanto, essa lei não se aplica na realidade, visto que, atualmente, os filhos se ausentam de suas responsabilidades perante seus pais, pois isso exige trabalho e tempo para cuidados e pela idade  muitos, necessitam de amparo afetivo. Com isso, algumas pessoas preferem deixá-los em asilos para se abster dessa função e com o tempo os laços parentais são rompidos. De acordo, com o portal " Amigo do idoso”, uma pesquisa feita em 5 instituições, aponta que 36% dos idosos que habitam lares filantrópicos, perderam totalmente seus laços familiares. Dessa forma, propicia a essa parte da população um maior desgaste físico e emocional, o que poderia ser evitado.

Depreende-se, portanto, a necessidade de que medidas sejam tomadas para amenizar o quadro atual. Para tanto, compete aos órgãos de Proteção Básica dos Municípios promover, periodicamente, uma campanha de respeito à cidadania das pesssoas do grupo  etário em questão, por intermédio da mídia, que atuará como veículo  de difusão das informações, a fim de garantir que mais pessoas denunciem atos de desrespeito a integridade física e psicológica das vitímas. Dessa maneira, o abandono do idoso em questão na contemporaneidade poderá ser amenizado em um futuro próximo.