Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 18/04/2021
O processo de envelhecimento humano é elegível por uma notória mudança em todo corpo. Dessa forma, uma população idosa, precisa de cuidados especiais, que garantam uma ótima qualidade vida e bem-estar. Assim sendo, cabe analisar os fatores motivadores que levam o desamparo que, bem como, a falta de recursos financeiros e a ausência de responsabilidade dos filhos.
A princípio, cabe pontuar que o enfraquecimento dos laços familiares, realidade que vem se tornando comum na sociedade brasileira, é um dos principais fatores à incidência de casos de abandono de idosos no país. Uma prova disso pode ser identificada no conceito de modernidade líquida, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o qual afirma que uma sociedade contemporânea se encontra emergida no individualismo, na fluidez e na efemeridade de relações. Desse modo, depreende-se que existe necessidade de mudar essa triste realidade social.
Além disso, para o filósofo contratualista Thomas Hobbes, cabe ao Estado proporcionar felicidade e bem-estar a todos os cidadãos.Contraditoriamente, o Estatuto do Idoso - vigente no Brasil desde 2003 - confere aos filhos maiores de 18 anos a responsabilidade pelos pais idosos. Logo, é visível a tentativa do Estado de transferir suas responsabilidades para a população, e assimificar seu comportamento de negligência e políticas públicas que mudem a situação de abandono e invisibilidade dos idosos no país.
Desta maneira, mediante as argumentações enfatizadas, é necessária a intervenção do Governo Federal - órgão responsável por administrar e organizar uma sociedade - através do Ministério da Cidadania, um fim de estabelecer mecanismos eficientes para o combate da problemática supramencionada.Para tal, esse agente deve criar programas sociais, os quais busquem garantir os direitos dos idosos e, consequentemente, a receita dos índices de abandono que acometem essa mazela populacional. Desta forma, tencionar-se-á, através dessas medidas, que a comunidade brasileira se aproxima da utopia retratada por More em sua obra.