Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 28/04/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, o abandono de idosos na contemporaneidade dificulta a realização dos planos de More. Esse cenário é fruto da negligência estatal e da falta de conscientização popular.
Inicialmente, é notável que a inação do Estado é fator determinante para a continuidade da problemática. Nesse sentido, a Constituição federal de 1988 prevê o direito à igualdade e ao bem estar social. Contudo o crescente abandono e desamparo aos idosos na atualidade fere a legislação e demonstra a incapacidade estatal de prover os direitos básicos para a sua população. Desse modo faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, Jean-Paul Sartre filósofo existencialista, discorre em suas obras que o homem é condenado a ser livre, sendo assim, responsável por todos os seus atos. Desse modo, a sociedade que não se mobiliza para combater o descaso com os idosos, também é culpada pela atual situação uma vez que não busca combate-la. Tudo isso retarda o desenvolvimento nacional e agrava esse quadro deletério.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater o abandono de idosos na contemporaneidade. Assim, cabe ao Ministério da Cidadania promover votações na câmara e no senado para modificar a legislação e por meio de endurecimento das punições àqueles que praticarem esses atos, a fim de coibir tal ação mas também a sociedade juntamente com a mídia deve desenvolver canais para a denúncia por meio das redes sociais, além de criarem vigilâncias comunitárias, a fim de coibir tais atos. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.