Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 21/04/2021
A sociedade contemporânia e capitalista é caracterizada pela produção e cosumo, valoriza o novo e descarta aquilo que está ligado ao velho, inclusive, as pessoas. Visto que a população idosa está em ascensão no Brasil, discorrer sobre essa pergunta é pertinente, já que as garantias legais não estão se materializando na prática, potencializando as dificuldades do indíviduo nessa faixa etária.
De início , é importante destacar que a velhice ocorre naturalmente não tem como fugir. Neste sentido, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até o ano de 2025, o Brasil atingirá cerca de 32 milhões de idosos. Todavia, a maioria das pessoas não se prepara para velhice, seja física ou financeiramente, e palavras como - maus tratos, desrespeito e abandono- passam a fazer parte da vida dessas pessoas.
Paralela a essa ideia, o Estatuto do Idoso em seu artigo terceiro, estabelece entre os direitos fundamentais" o respeito e à convivência familiar e comuntária", entretanto muitos são os casos de negligência aos direitos da pessoa idosa , a exemplo o da Dona Maria Luiza , de 73 anos acamada e em condições precárias, depende da bondade da vizinhança onde mora na cidade de Anapólis. Conforme a delegacia desse município responsável por essas denúncias, casos assim são cada vez mais frequentes. Assim, a velhice não é mais encarada como fonte de prestígio e sabedoria, mas de sofrimento e abandono.
Diante do exposto, faz se necessário campanhas de valorização a velhice nas mídias sociais, bem como atenção especial no currículo da educação, visto que todos vão envelhecer e essa fase a vida se torna mais difícil por motivos orgânicos e funcionais, as dificuldades do abandono da família podem ser inevitáveis senão desconstruir essa visão negativa da pessoa idosa.