Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 24/04/2021

“O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”. Essa máxima de Mahatma Gandhi pode ser associada ao abandono de idosos na contemporaneidade. Afinal, é o egoísmo e a falta de empatia do homem moderno que propicia a negligência com os mais velhos.

Em primeira análise, é notório o quanto o abandono de idosos está em questão na contemporaneidade, uma vez que o homem jovem e moderno está centrado apenas no seu desenvolvimento e ascensão. Tal assertiva pode ser concatenada à visão do sociólogo Émile Durkheim, o qual estabelece o egoísmo como uma característica marcante da nova sociedade. Soma-se a isso, o fenômeno de terceirização da responsabilidade que a família tem com o mais velho, visto que não se veem ligados afetivamente. Esse pensamento é relacionado à “Modernidade Líquida” de Bauman, o qual atenta ao enfraquecimento das relações atuais, fruto de um grupo social cada vez mais individualista.

Em segunda análise, é perceptível que o abandono de idosos na contemporaneidade é associado à falta de empatia com o próximo, já que essa característica é inerente à constituição do homem moderno. Tal afirmativa pode ser baseada na máxima de Nicolau Maquiavel, “O homem é mau por natureza”, na qual explicita essa tendência de não ajudar o próximo. Ademais, tal fenômeno pode ser explicado pelo desejo de lucro em cima dos mais frágeis, como mostra a produção cinematográfica “Eu me importo”, em que a protagonista se aproveita da vulnerabilidade dos mais velhos para ascender socialmente e economicamente.

Portanto, é evidente que o abandono dos idosos na contemporaneidade tende a crescer mais na sociedade individualista atual. Dessa forma, é imprescindível que a mídia, principal mediadora do conhecimento, denuncie casos de negligência com os mais velhos por meio de propagandas e jornais, a fim de sensibilizar a população. Além disso, é papel da família, como formadora dos valores sociais, aumentar os laços afetivos  a partir de conversas e atividades em conjunto, para que seja alcançada e efetivada a responsabilidade familiar com os mais velhos.