Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 27/04/2021

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importãncia, além de mesmos direitos e deveres. No entanto, ao observar-se a deficiência de medidas na luta contra o abandono de idosos em questão na contemporaneidade verifica-se que tal visão é constatada somente na teoria e não desejavelmente na prática. Nesse sentido, é evidente que a problemática desenvolve-se não só devido à negligência estatal, como também ao desamparo familiar diante desse quadro alarmante.

Primeiramente, é possível destacar o descaso do Estado como um dificultador na valorização dos idosos na sociedade atual brasileira. Isso porque, o Governo brasileiro ainda hoje não está preparado para lidar com o envelhecimento da população, já que falta planejamento urbano que forneça maior mobilidade e áreas de lazer e não há recursos financeiros para proporcionar uma boa aposentadoria que assegure uma qualidade de vida adequada. Portanto, é notório a enorme falta de responsabilidade governamental perante aos 17 milhões de idosos brasileiros, segundo o IBGE, os quais são obrigados a conviverem diariamente com o abandono e o desprezo.

Além disso, há a influência da falta de uma boa estrutura familiar, a qual agrava progressivamente tal problema. Nesse contexto, apesar da Constituição Federal de 1988 constar que é dever da família amparar as pessoas idosas, é possível perceber que tal lei não é tratada de forma significativa entre a população brasileira, visto que o desrespeito com a figura do idoso é constante dentro das famílias, os quais são deixados em axilos, privados de usufruírem um momento de lazer ou até mesmo extorquidos pelos próprios familiares. Com isso, é claro em como o abandono afetivo implica diretamente na desvalorização do idoso e deve ser combatido de forma eficaz.

Diante disso, é de fundamental importância o combate contra o abandono de idosos em questão na contemporaneidade. Para tanto, é dever do Ministério da Cidadania, com o apoio do Estatuto do Idoso, a criação de políticas públicas que visam o direcionamento de verbas para o desenvolvimento de planejamentos urbanos. Isso seria efetivado por meio da construção de áreas verdes e de descanso, rampas e faixas de pedestres, tendo como finalidade aumentar a segurança e acessibilidade e oferecer espaços e programas de lazer para os idosos. Com essa proposta, portanto, será possível a concretização do pensamento de São Tomás de Aquino.