Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 30/04/2021
Negligência governamental, social e familiar, assim como a demanda por mais atenção e cuidados são as principais barreiras para o combate da violência contra os idosos no Brasil. Em virtude disso, é notório o crescimento das taxas de abandono da pessoa idosa, associadas aos maiores índices de depressão entre esses indivíduos e à violência psicológica exercida sobre eles. Dessa forma, torna-se necessário promover medidas que combatam efetivamente essa situação crescente no país.
Em primeiro lugar, é fundamental destacar os fatores que levam à violência contra a comunidade idosa. Dentre eles, a displicência dos setores governamentais, sociais e familiares mostram-se um entrave presente no país. Nesse sentido, a população a cima dos 60 anos é vista pela comunidade como um fardo ou como indivíduos incapazes de contribuir mais efetivamente no meio social, assim, estão sujeitos à discriminação e ao preconceito. Logo, apesar do Estatuto do Idoso assegurar a luta pela manutenção da dignidade, liberdade e saúde desse grupo, essas garantias estão sujeitas a indiferença governamental e dos setores sociais, que não buscam fiscalizar e respeitar essas leis. Assim, fica explícito que a atividade desses grupos em relação ao exercício da violência contra a população mais velha é constante na sociedade brasileira.
Em uma segunda análise, evidencia-se, também, a violência contra as pessoas idosas devido à necessidade de maiores cuidados específicos e atenção, principalmente familiar. Sob esse viés, é certo que a população idosa exige mais atendimentos relacionados à saúde, além de precisar de atenção mais frequente dos responsáveis pelos seus cuidados. Como resultado, é notório os elevados índices de abandono familiar, antecedidos pelo exercício da violência psicológica ou, até mesmo, física. Prova disso são os dados publicados pela Folha de São Paulo, os quais comprovam que cerca de 10% da população idosa vive sozinha, fato que colabora com o crescimento do sentimento de solidão e incapacidade, além de promover o aumento dos casos de depressão entre os idosos.
Portanto, tornam-se necessárias novas medidas para combater o crescente número de casos de violência contra os idosos no país. Dessa maneira cabe à família, à sociedade e ao governo assegurar os direitos dos idosos previstos no Estatuto do Idoso, por meio de ações afirmativas relacionadas a busca pela obtenção de mais informações sobre as leis e os cuidados a serem tomados com esse grupo, como campanhas sobre geriatria nas mídias sociais, de modo a romper com os estigmas associados a incapacidade desse grupo e respeitar as leis que protegem os mesmos.