Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 14/05/2021

No Brasil hodierno, no que concerne ao panorama relacional e político, é notória a necessidade de uma maior atenção á população idosa. Isso se deve, sobretudo, ao grande desrespeito a esse contingente social e ao grave preconceito contra os idosos. Realmente, é perceptível a falta de respeito e o abandono crescente em questão na atualidade.

De fato, os asssíduos atos de discriminação ao idoso, como o estereótipo de inutilidade, denunciam a carência de medidas socioeducativas que viabilizem o respeito e a inclusão social da terceira idade. Assim, na obra de caráter autobiográfico “Memorial de Aires’’, último romance de Machado de Assis , o autor relata a velhice melancólica, resultante da solidão e do sentimento de não pertencimento do meio. Em face disso, nota-se que, na terceira idade, a noção assídua e incoerente de inutilidade provoca apatia familiar e alienação contemporranea do indivíduo, prejudicando, dessa forma  a aceitação pacífica da enfermidade da vida e ocasionando depressão.

Dessa forma, é inegável a relevância do apoio familiar aos senis no processo de adequação á hodiernidade e, consequentemente, o bem estar.Portanto, vive-se uma realidade em que o idoso brasileiro se encontra em estado de descaso essa situação é consequência de uma cultura que não apresenta, em suas bases, o respeito á terceira idade, considerando a falha do Brasil em apresentar uma educação capaz de intervir no  cenário vivido, juntamente ao fato de as mídias não mostrarem a gravidade desse problema aos cidadãos.

Logo, comprova-se que os idosos, no Brasil, se encontram á margem da sociedade, tendo direitos garantidos, mas não efetivados. Assim, faz-se, necessário que o Estado e à sociedade promovam mudanças que viabilizem a inclusão social dos idosos e assegurem uma melhor qualidade de vida. Para tanto, é necessário que o Ministério da Educação por meio da execução de palestras com especialistas, voltadas a toda a família, e do estímulo ao uso de livros socioeducativos, como a obra infantil ‘‘Gente de muitos anos’’ , de Marlô Carvalho, incentive o bom convívio e o respeito aos longevos desde da infância, estimulando a avidez para o bem comum.