Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 11/05/2021
O socioólogo Émile Durkheim pregava que a sociedade funciona como um organismo vivo, ou seja, todos os seus componentes deveriam viver em harmonia para alcançar o bem-estar social. Entretanto, referente ao acolhimento de idosos, a sociedade não apresenta tal vigor, o que demonstra descaso e compromete a conquista do equilíbrio social. Desse modo, é necessária a discussão a respeito do abandono de idodos na atualidade, como os tipos de desamparo e suas consequências.
Em primeira análise, o abandono de idosos, que é caracterizado pela fuga de responsabilidade quanto aos cuidados paliativos, afetar o bem-estar e o conforto desses indivíduos. Nesse sentido, a falta da garantia de recursos básicos e de vigia quanto a proteção das pessoas de idade avançada, pode comprometer a dignidade do idoso e também levá-lo ao prejuízo. No filme ‘‘Eu Me Importo’’, do serviço de streaming Netflix, uma tutora de idosos abandonados ou sozinhos, designada pelo Estado, estorquia tais indivíduos facilmente, uma vez que não havia niguém da confiança das vítimas para ratificar a sua seguridade. Analogamente, a negligência quanto aos cuidados de pessoas mais velhas pode afetar a preservação dos direitos desses, uma vez que ficam mais vulneráveis, o que pode levar a perda de bens e de recursos monetários.
Em segunda análise, o abandono afetivo, que consiste no desamparo amoroso dos idosos pelos familiares, também é extremamente nocivo à tais indivíduos. Tal problema reflete no estado emocional de tais pessoas, uma vez que não se sentem amados, acolhidos e ligados às pessoas as quais ama. Desse modo, não existe um abandono físico, pois os familiares podem garantir cuidados, mas um desleixo emocional que, muitas vezes, é iverso, isto é, os filhos não cuidam de seus pais que prestaram assistência durante seu desenvolvimento.Nesse sentido, o idoso, afetivamente desamparado, é condenado à solidão. Tal problema ratifica a máxima atribuída por Zygmunt Bauman, que afirma que ’’ No líquido cenário da vida moderna, os relacionamentos talvez sejam os representantes mais comuns da ambivalência’’, ou seja, os cuidados prestados pelos genitores em contrapartida pela rejeição afetiva dos filhos. Diante disso, esse panorama suscita ações governamentais que auxiliam no problema.
Diante dos argumentos supracitados, fica evidente como o abandono pode ser prejudical à saúde e segurança dos idosos. Portanto, para que a saíde mental dos idosos não seja prejudicada, referente ao abandono afetivo, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com a rede de asilos privadas e públicas, disponibilize atendimento psicológico à idosos. Tal atendimento seria feito por meio de psicólogos, a fim de que o idoso viva confrtavelmente. Desse modo, o equilíbrio social, proposto por Durkheim, seria alcançado.