Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 10/05/2021

Na idade média a expectativa de vida era baixa devido as condições insalubres, da falta de esgoto e da  medicina rudimentar. No entanto, na realidade atual do Brasil o número de idosos torna-se cada vez maior, por causa do avanço da medicina. Desse modo, com o aumento da expectativa de vida, também ocorreu o aumento do abandono de idosos, pois muitos filhos não cuidam dos seus pais na velhice, por falta de condições financeiras ou ingratidão, o fato do abandono também aumenta por consequencia da lotação de abrigos e asilos tornando precário as condições desses estabelecimentos.

Primeiramente,segundo o escritor Rousseau, “Na juventude deve-se acumular o saber. Na velhice fazer uso dele”, porém, observa-se que apenas experiencia não é suficiente na velhice, pois o indivíduo necessita  também de um planejamento financeiro para o futuro. Visto que com uma reserva financeira o idoso pode-se se prevenir do abandono material de seus filhos ou parentes. Outrossim, não pode-se afirmar que o idoso com suporte financeiro sairá ileso de um possível  abandono afetivo. Comparando -se com o livro O Rei Lear de  William Shakespeare, o Rei Lear apesar de ser um Rei e possuir riquezas sofreu a ingratidão de suas filhas e o abandono afetivo, isso significa que todos estão sujeito a serem abandonados no fim indepedente de sua classe social.

Ademais, o abandono na terceira idade eleva o número de idosos em abrigos e asilos públicos, ocasionando custos elevados para manter essas instituinções que na maioria das vezes recebem uma baixa renda dos governos ou vivem de doações. Dessa forma, os asilos e abrigos não conseguem suprir todas as necessidades básicas -alimentação saúdavel, remédios, etc- dificultando o bem estar a vidas dos idosos .

Portanto, deve-se ressaltar que no Brasil a expectativa de vida cresceu, no entanto não tem  políticas sociais voltadas para esclarecimento financeiro. Posto isso, o Ministério da Educação deve incluir no seu curriculo aulas de planejamento financeiro e reserva emergencial para o futuro, a fim que evite transtornos financeiros na velhice. Visto que a a maior parte  dos casos de abandono material ocorre em situações de baixa renda. Além disso, o Ministério do Desenvolvimento Social deve reservar uma renda maior para a manutenção de asilos já existentes e construções de novos, para que os idosos tenham acesso a uma qualidade de vida digna com auxilio a saúde física e mental.