Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 13/05/2021
O abandono faz parte da sociedade desde que Rômulo e Remo foram abandonados pela própria mãe. É o ato de largar, se distanciar, deixar de se preocupar. Nos dias atuais todos tendem a fazer isso consigo mesmos, com seus sonhos, seus bens materiais e também com seus próprios familiares. Abandono de incapaz está cada dia mais reverberante no Brasil, e isso se extende para crianças e idosos que não tem condições físicas e mentais de cuidarem de si mesmos. Essa prática de desleixo com outros seres humanos escancara o déficit de importância para com os que mais precisam de atenção, e isso precisa de notoriedade e discussão.
Em primeiro plano, pode-se tirar dessa questão o afeto. Ou melhor dizendo, a falta dele. Segundo o JusBrasil, Idosos podem ser abandonados por três razões: material, afetivo e afetivo inverso. O primeiro é na ação ou omissão de dar direito para a pessoa com mais de 60 anos de idade; já o segundo, ocorre a partir da ausência de afeto e, o terceiro, é da ausência de afeto dos filhos para com os pais idosos. Seja qual for o motivo ou explicação, e extraindo do senso crítico mais emocional do ser humano, deleta-se qualquer desculpa que possa ser dada por filhos que abandonam os próprios pais, já que em contrapartida esses idosos já criaram os filhos que estão colocando-os na berlinda. Já ficaram noites acordados, deram educação, afeto e tudo que um incapaz jovem necessita, e agora a ação não é mais recíproca. Isso torna a ação da negligência insustentável e revoltante.
Ademais, não deve-se desconsiderar que muitas pessoas não tiveram um bom convívio com os idosos da família. A estrtura familiar de cada indivíiduo é muito singular, por isso não é correto apontar para alguém que não tem interesse em ser um símbolo personificado do zelo e do amor. Mas ainda assim o abandono não é uma opção. As casas de acolhimento para idosos (ou simplesmente asilos) não são recentes, segundo a SCIELO, o cristianismo foi pioneiro no amparo aos idosos: “Há registro de que o primeiro asilo foi fundado pelo Papa Pelágio II (520-590), que transformou a sua casa em um hospital para velhos”, seria essa uma opção mais digna para quem não tem interesse em cuidar dos familiares mais velhos.
Em virtude dos fatos mencionados, entende-se a necessidade do atual governo do Brasil promover maiores conscientizações para todo esse caos. Poderiam ser feitas por meio de palestras para os mais jovens, sendo essa uma ação promovida por Ong’s que estão de frente ao combate do abandono de incapazes. Isso seria mais viável por motivos de não se ter tantos recursos, e traria mais contato direto com os futuros responsáveis pela população mais velha. Desse modo os abandonos poderiam diminuir e o afeto poderia vir a se estabelecer em mais circulos de parentesco.