Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 15/05/2021

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realiza o censo demográfico a cada 10 anos, vem mostrando mudanças na pirâmide etária brasileira, por conta da maior expectativa de vida e da menor natalidade, o país vem envelhecendo. Com isso, o Brasil possui grande número de idosos em condições de abandono na contemporaneidade. Dessa forma devem haver incentivos governamentais financeiros e informacionais e fiscalizações para a eficiência das leis a favor dos idosos.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que há carência de incentivos governamentais, pois por muitas vezes o idoso não consegue, durante sua vida ativa no trabalho, manter-se e guardar dinheiro para quando não estiver em condições de trabalhar. Como segundo dados recentes do Banco Mundial, apenas 11% dos brasileiros declararam fazer economias para o futuro e isso é causa de um baixo piso salarial para pessoas em trabalhos menos valorizados, que não possuem um salário que permita-lhes economizar. Tanto quanto, a falta de informação de qualidade, sobre educação financeira é mais um empasse, pois permite que a população em idade ativa de trabalho não tenha uma percepção sobre sua vida futura, o que dificulta o idoso de ter uma boa qualidade de vida.

Ademais, segundo o Estatuto do Idoso, documento que dispõe sobre o direito de pessoas com mais de 60 anos, filhos maiores de 18 anos são responsáveis pelos seus pais. A falta de fiscalização para a eficiência dessas leis é uma das dificuldades de combater o abandono dos idosos. Pois a negligencia do Estado e dos responsáveis permite que esses vivam em asilos com péssimas condições de vida, muitas vezes sem o básico, como alimentação de qualidade e acesso a saúde e remédios. Além disso, se configura crime o abandono afetivo, que por falta de informação é banalizada e permite que o idoso não possua boas condições de vida e saúde física e emocional, tão importante para essa fase da vida.

Portanto, incentivos governamentais e a fiscalização para e eficiência das leis são de fato meios para evitar o abandono de idosos. A fim de que pessoas com mais de 60 anos tenham boas condições de vida, é necessário que o Ministério da Cidadania, órgão responsável pelo desenvolvimento social, realize incentivos para efetivar as leis do Estatuto do Idoso, por meio de fiscalizações e disponibilidade para atendimento de denúncias, a fim de evitar o abandono de idosos no Brasil contemporâneo e garantir que esses tenham condições de vida adequada.