Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 20/05/2021

Segundo o Estatuto do Idoso, “é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. Na teoria, essas leis são bem aplicadas, no entanto, esses direitos não são efetivos na prática, o que explica o abandono de idosos em questão na contemporaneidade. Isso ocorre tanto pela dependência financeira gerada, quanto pela dinamicidade atual que dificulta o cuidado com o idoso.

Além disso. É necessário falar que a dinamicidade atual dificulta a vida da terceira idade. No filme “UP! Altas Aventuras” percebemos que a sociedade possui uma construção baseada na marginalização e incompreensão da velhice, presentes claramente nas mídias e nos discursos. A própria “correria” no mundo contemporâneo dificulta a vida da terceira idade. A constante falta de tempo torna a necessidade de cuidar de um idoso no Brasil uma tarefa complicada, que pela faixa etária alcançada, necessitam de cuidados específicos, o que leva a desistência e desleixo com o idoso Inclusive os avanços tecnológicos não foram acompanhados por eles e poucos têm paciência de inseri-los nesse “novo mundo” e optam por deixa-los em escanteio. Dessa forma, é importante salientar que essa má atuação na sociedade, que evidencia um comportamento extremamente individualista, torna os senhores e senhoras da terceira etapa, cada vez mais excluídos da vida moderna, e com mais dificuldade de se relacionar com as pessoas de outras faixas etárias.

Ademais, a dependência financeira é um dos principais fatores que acarretam esse descaso aos “mais velhos”. No filme querido John percebemos a sujeição financeira do pai do John (o protagonista), tanto no auxílio de remédios, como nas contas, como retratado no filme que o rapaz entrou no exército para ajudar nas contas de casa. Assim como ocorre na obra cinematográfica, essa é a situação da sociedade brasileira. Pois, o dinheiro da aposentadoria, não é suficiente para pagar todas as contas, nem suprir suas necessidades, por mais que algumas coisas como remédios e consultas, sejam fornecidos ao sus, o atendimento médico é demorado e o custo dos medicamentos comparado a necessidade, exige gastos. Dessa maneira, devido aos motivos já explicitados, o idoso se submete a família e ao Estado, por consumirem mais do que produzem. Fica evidente, portanto, a desvalorização para com os idosos na sociedade. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Cidadania -órgão responsável pela saúde do Governo Federal- garantir melhores condições de saúde, lazer e entretenimento, por intermédio atendimentos exclusivos, ampliação do Home Care pelo SUS, trazendo assim um cuidado maior para essa parcela da população. Feito isso, o Estatuto do Idoso funcionará também na prática.