Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 13/09/2021

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, igualdade e bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o abandono de idosos encontra-se efetivado na sociedade. Desse modo, a inoperância estatal em consonância com a exclusão social são os principais pilares para esses conflitos.

Primeiramente, vale ressaltar a negligência governamental como impulsionadora da problemática. Destarte, de acordo com o IBGE, 70% das Unidades Básicas de Saúde não possuem geriatras. Sob esse viés, denota-se que os idosos possuem seu direito à saúde negligenciado, pois, sem profissionais especializados,  acabam sem atendimentos e cuidados. Assim, ficam vetados de acompanhamento e agrava ainda mais o abandono ao idoso.

Ademais, vale salientar o desabono social como impulsionador do impasse. Por essa perspectiva, segundo o filósofo e economista Adam Smith, em sua análise do sistema económico, indivíduos que não movimentam a economia de um país são excluídos e abandonados. Sob essa ótica, a maioria das pessoas de idade mais avançada por não trabalharem e não gerarem  rotação do capital são marginalizadas pelos demais grupos. Dessa forma, os velhos ficam em uma situação precária de abandono e exclusão na atualidade.

Portanto, com intuito de mitigar o abandono de idosos, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Saúde reverta essa verba em contratação de médicos geriatras que,  por meio de workshops, nas escolas, atenderia a população idosa. Além disso é mister a mídia divulgar a importância de cuidar do bem-estar dos idosos. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.