Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 25/05/2021
O musicista Belchior, retrata em uma de suas composições mais famosas, “Fotografia Três por Quatro”, o seguinte verso: “Veloso, o sol não é tão bonito para quem vem do Norte e vai viver na rua”. Nesta perspectiva, podemos relacionar à dureza da vida de quem vem do Norte com o abandono de idosos na contemporaneidade. Por este ângulo, concerne dizer que o descaso com os idosos os põe em situação de risco e vulnerabilidade.
Em primeira instância, cade dar ênfase aos motivos que levam ao abandono dos sexagenários. Isto ocorre devido ao aumento das doenças relacionadas com o envelhecimento. Todavia, o descaso com os idosos vai de encontro com “O Ideal do Utilitarismo”. No qual o filósofo e economista John Stuart Mill afirma que nossas ações devem visar o bem - estar comum. Logo, é evidente que o abandono dos sexagenários não cumpre com esse ideal. Desse modo, cabe dizer que o abandono do incapaz no envelhecimento é de extrema crueldade.
Em segunda instância, incumbe destacar à situação de risco e vulnerabilidade que o descaso com os idosos os traz. Isto acontece devido ao alto grau de dependência que os sexagenários exigem. Entretanto, este descaso cumpre com “A Teoria da Cidadania de Papel”. Proposta pelo autor e escritor Gilberto Dimenstein a teoria análisa os direitos dos cidadãos perante à Constituição, mas que de algum modo não são cumpridos. Para mais, o abandono do incapaz no envelhecimento é um desrespeito à Constituição, ainda por cima, uma prova de caráter intolerável.
Percebe - se, portanto, às consequências que o abandono de idosos na contemporaneidade acarreta. Mediante o exposto, cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, realizar por meio das mídias sociais, campanhas que visem conter o descaso com os sexagenários. Espera - se, por conseguinte, conter o abandono de idosos na contemporaneidade.