Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 12/08/2021
A Constituição Federal de 1988 diz que é direito do idoso ser amparado e protegido pelo Estado e pela sociedade. No entanto, vê-se que isso não ocorre efetivamente no Brasil, uma vez que o abandono dos mais velhos tem tornado uma prática comum. Certamente, entre vários motivos, isso ocorre devido ao preconceito social e a falta de planejamento econômico por parte do governo.
Antes de tudo, vale ressaltar que o etarismo - discriminação contra as pessoas com idade avançada - é recorrente no cotidiano de muitos senhores. Segundo Bauman, sociólogo polonês, a sociedade moderna é marcada pela falta de empatia, ato de compreender as dificuldades alheias, e faz com que os indivíduos não se ajudem. Nesse contexto, os anciãos sofrem com a solidão, uma vez que lhes é negado auxílio e acompanhamento diário com qualidade. Afinal, eles carecem de apoio nas atividades rotineiras, como em banhos, preparo das refeições e limpeza da casa, já que apresentam típicas fragilidades físicas da velhice.
Além disso, a desorganização estatal em relação à população acima de 60 anos faz com que eles enfrentem desafios econômicos, e que sejam ainda mais dependentes de assistência. Consoante ao consultor financeiro “Gustavo Cerbassi”, em seu livro “Adeus Aposentadoria”, a previdência pública apresenta diversas falhas e não é capaz de conceder uma boa qualidade de vida aos idosos. Assim, muitos não conseguem arcar com todas as necessidades que esse período exije, como plano de saúde, remédios e alimentação adequada. Dessa maneira, eles têm o seu bem-estar afetado negativamente.
Percebe-se portanto. que medidas são necessárias para resolver os impasses. É fundamental que o Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Cidadania, combatam o abandono e descuido com os idosos na contemporaneidade brasileira. Isso ocorreria por meio da criação de postos municipais, compostos por assistentes sociais, que acompanhassem semestralmente a condição socioeconômica dos aposentados, a fim de os auxiliar conforme o preciso e evitar abusos. Ademais, uma campanha midiática também seria criada, para orientar os cidadãos a serem empáticos com esses sujeitos. Dessa forma, aos poucos, a Carta Magma seria respeitada, pois o Brasil seria um lugar mais agradável para os membros da terceira idade.