Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 06/07/2021

Em meados do século XX, o Brasil, assim como outros países da América Latina, passou a experienciar um boom econômico e social, devido a estabilização pós guerra, o que resultou, por consequência, um aumento da expectativa de vida que renderá ao país em apenas alguns anos umas das populações mais velha do mundo. No entanto, segundo o site de informações G1, junto a essa crescente, também tem-se a elevação dos índices de abandono de idosos em evidência. Essa situação nefasta ocorre não somente pelo fato do envelhecimento em massa ser uma situação inédita, mas também pelo despreparo governamental peranto a isso.

Diante desse cenario, torna-se importante ressaltar como o conceito de envelhecer com uma ampliação na expectativa de vida é algo novo. O documentário Aging da Hulu, aborda em seu longa como é a primeira vez na história em que os humanos em grande escala passaram a viver tanto, e consequentemente, isso acaba por revelar o despreparo social para lidar com suas necessidades físicas e psicológicas. Tais percepções se provam verdadeiras quando se é colocado em evidência o aumento nos abandonos de idosos nos últimos anos, tendo por principais motivações a falta de recursos financeiros, tempo e habilidades especializadas nos cuidados, confirmando, novamente que a sociedade ainda não aprendeu a lidar com o fator envelhecimento na contemporaneidade. Algo que precisa ser mudado.

Paralelo a isso, tem-se o despreparo governamental no que tange a manutenção da velhice e bem-estar em um conceito amplo. Em consonância com o sociólogo Carlos Gabriel, incentivar a população jovem a adotar jornadas de trabalho flexíveis, sem CLT, ao mesmo tempo que amplia e dificulta o acesso à aposentadoria para os mais velhos sem se preocupar com o seu amparo, é apenas condenar duplamente as geração do hoje e também do amanhã. De tal forma, é notório apontar que ao negligenciar tais pontos e também não gerar o acolhimento com investimentos na saúde que visem uma maior comodidade, o Estado está indo na contramão das palavras de seguridade prometidas em sua própria Carta Magna.

Depreende-se, portanto, a necessidade do governo fazer valer de forma real as leis já vigentes de proteção ao idoso, por intermédio de parcerias público-privadas, com a criação de uma rede contra o abandono, introduzindo casas de repouso que sejam cobertas pelo SUS e um canal de denúncia especializado. Além disso, é primordial que a mídia como principal formadora de opiniões, formente, por meio de debates a ressignificação do envelhecer no mundo atual. Espera-se, com o conjunto dessas ações, diminuir os casos de abandono agora e no futuro.