Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 03/06/2021

Na obra “O grito”, de 1893, o renomado pintor francês Edvard Munch utiliza cérebres nuances de pinceladas para ilustrar o medo e o espanto no personagem principal.Mais de 120 anos depois, esses sentimentos se fazem presentes no cotidiano brasileiro no que tange à questão do abandono da população idosa.Sob essa perspectiva, essa vicissitude faz-se impulsionada pela falta de planejamento econômico e pela relação delicada da sociedade com esse grupo.Então,rever as ações e a situação hodierna é imprescindível para proporcionar bem-estar para todos.

Nesse viés, vale ressaltar, que a rotina comtemporânea favorece os indivíduos suprirem somente as questões existentes do dia a dia e esquecerem os temas relevantes do futuro.Nessa lógica, grande parcela populacional acima de 60 anos não possuem apoio financeiro adequado, logo tendem a depender dos familiares e do governo para o sustento na velhice.Com esse raciocínio,muitas vezes enfrentam o desarrimo diariamente,ora convivem com a falta de vagas em casa de permanência pública ora a renda dos cuidadores torna-se insuficiente para os cuidados básicos.Dessa maneira, esse cenário perigoso atesta na realidade da nação a veracidade do pensamento do filósofo Mahatma Gandhi , o qual afirma que o amanhã sempre depende das escolhas do presente.

Sob essa ótica, destaca-se, a relevância social do tratamento aos anosos, uma vez que podem ocasionar intempéries de amplo alcance,além do terrível desamparo.Nesse sentido, alguns cidadãos egocéntricos e maldosos enxergam a vulnerabilidade etária como chance para desatenção dos entes,maus tratos, agressões psicológicas,apropiração da aposentadoria e principalmente o descaso em asilos.Em detrimento dessa questão, embora essas atitudes horríveis são consideradas crimes pelo Código Penal do país, a violência e o descuido com essa parcela social cresceu 45% nos últimos anos,conforme dados do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Portanto, diante dos fatos supracitados, enfatiza a presença de prestextos errôneos para o desleixo aos longevos pelo terrítório.Dessa forma, urge de instituições formadoras de opiniões, como escolas e universidades, em parcerias com ONG’s realizar palestras socioeducativas para comunidade-visto que atos coletivos têm imenso poder transformador- por meio de encontros semanais a fim de incentivar a organização financeira.Outrossim, cabe ao Estado concomitantemente com o auxílio dos meios de comunicação,por exemplo redes sociais e televisão, promover campanhas esclarecedoras,publicidades altruístas por intermédio da internet com o fito de esclarecer os deveres democráticos,estimular o respeito e exaltar a importância humana.Então, as reações ilustradas no quadro expressionista não existirão no contexto atual do Brasil devido,desejavemente, à inexistencia do abandono dos anciões.