Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 07/06/2021
Em meados do século XX, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro ufanista cujo título é até hoje repetido: “Brasil, país do futuro”. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas contra o abandono de idosos, verifica-se que essa profecía é constatada na teoria e não na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido á grande negligência estatal, mas também a falta de empatia nas relações sociais.
Em primeira análise, deve-se resaltar a ausência de medidas governamentais para combater a grande negligência estatal. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, a negligência estatal torna maior a falta de auxílio e ajuda a os idosos e seus acompanhantes, trazendo como consequência o aumento do abandono de idosos no Brasil por motivos econômicos e dificuldades financeiras, fazendo com que seja difícil a sustentação desse público por parte familiar. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Além disso, a falta de empatia nas relações sociais contemporâneas, também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com o IBGE 80% das denúncias feitas através do Disque 100 (serviço de denúncias do Ministério dos Direitos Humanos) são casos de abandono de idosos. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a falta de ampatia nas relações sociais vem crescendo cada vez mais no Brasil, fazendo com que falte empatia e afeto ao corpo social, como observado na classe idosa, que como resultado gera a expansão de abandono de incapazes como os idosos. Destarte, é imprescindível a atuação governamental e social para que tais empecilhos sejam superados.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar esse quadro alarmante. Para tanto o Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimento, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Cidadania, será revertido em projetos e fundações que auxíliem esse grupo, através da ajuda e assistência a essa comunidade idosa, uma vez que os darão abrigo, comida e interação social, com o objetivo de os agradarem e assegurarem os direitos garantidos pelo estatuto do idoso. Assim, poder-se-á diminuir, em médio a longo prazo, o impacto nocivo do abandono de idoso no Brasil, e a profecia de Zweig será solidificada no Brasil.