Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 09/06/2021

O livro “A troca” da autora Beth O´Leary, evidencia a diferente rotina vivenciada por uma jovem adulta e sua avó que realiza diversas atividades no próprio bairro sem ser limitada ou excluída em razão de sua idade. Fora da ficção, é possível observar uma situação antagônica à exposta pelo livro, visto que a falta de paciência das famílias e a descridibilização da opinião do idoso resultam no abandono desses.

Primeiramente, segundo o sociólogo Auguste Comte, a família (caracterizada por ele como instituição) é uma das principais responsáveis pelo funcionamento da sociedade. Contudo os integrantes mais velhos daquela, muitas vezes não são tratados com a paciência e respeito pelos próprios familiares. Fato esse que prejudica e não cumpre o direito ao envelhecimento saudável, assegurado pelo Estatuto Nacional do Idoso.

Paralelamente, é vultoso salientar que com o avanço da tecnologia há uma maior dificuldade de adaptação dos idosos às dinâmicas do novo mundo moderno. Situação essa que, por conseguinte, fez com que as gerações mais novas descredibilizassem o histórico de vida, conselhos e opiniões dos idosos de épocas anteriores. Assim aumentando o distanciamento afetivo entre pessoas de idades distintas.

Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, juntamente com o MEC em forma de parceria, desenvolva campanhas de conscientização acerca da evidência dos idosos como pessoas na sociedadde. Nesse ínterim, promover palestras e eventos públicos no intuito de garantir a aproximação entre idades díspares. Com essas ações, será possível promover maior igualdade e sintonia entre cidadãos advintos de épocas tão diferentes porém complementares.