Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 10/06/2021

Em tratando-se de medidas públicas e particulares relacionadas ao envelhecimento populacional, o Brasil mostra-se completamente despreparado. O país tornou-se mais idoso; contudo, o desleixo governamental e a falta de planejamentos futuros por parte da população geraram graves problemas: âlbergues públicos encontram-se completamente lotados, a população idosa sofre as consequências da não acumulação de capital, e o governo não toma as medidas necessárias, apesar de que já instauradas em lei, para punir a grave imoralidade que é o desdém quanto ao cuidados dos anciões.

De todos, o maior problema encontra-se no seio do brasileiro: a grande despreocupação com o porvir. Segundo ao Banco Mundial, apenas onze por cento dos jovens afirmam fazer economias para o futuro. Em parte, isto ocorre por pensar, o brasileiro, que a responsabilidade de seus cuidados quando idoso recaem sobre a família; em outra, por pensar que a previdência pública será, aliada ao SUS, suficiente para seus cuidados.

Ademais, as medidas públicas falharam em acompanhar o rápido crescimento da população idosa. De acordo com o IBGE, de 2012 para 2017, a população de idosos saltou de 25.4 milhões para mais de 30.2 milhões de pessoas. A quantidade de lares de repouso, a previdência pública e as medidas criminais contra o abandono de idosos não avançaram com o tempo, não desenvolveram-se: é visível que esta faixa da população fora deixada em segundo plano pelos governantes.

Falta, pois, ao brasileiro o senso de respeito aos mais velhos. O descaso que esse grupo populacional sofre é consequência da menor importância a eles atribuida. Grande parte desses problemas seriam resolvidos ao ensinar aos jovens a grande importância que tem em uma sociedade os mais velhos. Além, é de suma importância o ensino do planejamento econômico: não podemos renunciar de nossas responsabilidades. E, por fim, o governo deve assegurar a todo idoso uma aposentadoria digna, e a punição àqueles que faltam ao Estatudo do Idoso.