Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 13/06/2021
De acordo com a filosofia de Sartre, o ser humano tem o direito de escolher o modo de agir, pois seria livre e responsável. Entretanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade em relação ao abandono de idosos em questão na contemporaneidade. Diante disso, não há como negar que o silenciamento do assunto e uma lacuna educacional em relação ao planejamento financeiro no futuro são causas latentes do problema.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de debate sobre o crescimento do número de pessoas em asilos e abrigos públicos é preocupante. Consoante Foucault, temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas, visto que com a ausência de discussão o modo como a população vem sido tratada é alarmante.
Outro ponto relevante é a precariedade de planejamento do futuro, de pessoas extremamente preocupadas com o presente e sem educação financeira. Segundo o filósofo Kant, o homem é o que a educação faz dele. Logo, se a população brasileira sofre com a ausência do saber financeiro para se manter no futuro, é porque houve uma falha educacional.
Desse modo, uma intervenção faz-se necessária. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação (MEC) através das prefeituras de cada cidade brasileira e, respectivamente das escolas públicas, promova debates ministrados por profissionais de gestão financeira que se voluntariem em prol da educação e, funcionários de casas de repouso locais de cada cidade, com intuito de educar financeiramente e informar sobre a situação dos asilos e abrigos do país, visando uma melhor relação entre pessoas idosas e a sociedade, para que todos possam ser atuantes na causa. Tais discussões devem ocorrer em horários extracurriculares nos espaços abertos da escola, para que todos possam participar, de jovens até pessoas mais velhas. Tais medidas visam combater o impasse de maneira precisa e democrática.