Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 16/06/2021

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, tal conduta não é observada no que se diz respeito ao abandono de idosos. Dessa forma, é preciso analisar os fatores que contribuem para esse abandono, que são: a falta de empatia familiar e a ausência de denúncia.

Em primeiro lugar, é notório que a apatia por parte da família é um fator crucial no processo de abandono. De acordo com Zygmund Bauman em sua obra “Modernidade Líquida”, a sociedade atual está pautada no individualismo. Nessa perspectiva, a tese do sociólogo pode ser observada no abandono de idosos, uma vez que as pessoas próximas e a família priorizam os próprios interesses e ignoram as necessidades do idoso, colocando-o em abrigos e o esquecendo lá.

Ademais, é evidente que a ausência de denúncias de abandono fortalece o problema. Conforme Estatuto do Idoso, todas as pessoas com idade igual ou maior que 60 anos têm direito à uma vida plena e digna. No entanto, a lacuna de denúncias dificulta o acesso a esse direito por parte dos idosos desamparados, visto que na maior parte das vezes o caso é silênciado ou escondido e os responsáveis não são punidos.

Em suma, conclui-se que o abandono de idosos é um impasse que demanda atenção. Portanto, é preciso que o Ministério da Justiça em parceria com o Poder Legislativo, por meio de leis, fortaleçam a fiscalização em abrigos e lares, com a finalidade de identificar idosos em situação de abandono e os alojar com responsáveis prudentes. Tal ação deve contar com a presença de piscólogos e assistentes sociais, que façam o processo ser o menos estressante e doloroso possível para o mais velho. Dessa maneira, possivelmente, o ideal de São Tomás de Aquino seja alcançado.