Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 05/07/2021
No filme “up altas aventuras ’’ o personagem Carl Fredericksen está prestes a perder sua casa para a construção de um shopping, pois é desvalorizado como indivíduo social devido a sua idade. Tal realidade pode ser comprovada por meio de dados divulgados por ’’ Isto é ‘’, os quais demonstram que 11% dos idosos no Brasil tem o seu futuro incerto. Nesse contexto, no que tange à questão do abandono dos idosos, percebe-se uma configuração de um grave problema em virtude da falta de empatia com os idosos e da ineficiência legislativa.
Em primeiro plano é preciso atentar para a insuficiência legislativa. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservada o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, o abandono de idosos não encontra o respaldo político necessário para ser solucionada, o que dificuldade a resolução do problema. Desse modo, o Estatudo do idoso, criado pela Lei 10.741, em 1º de outubro de 2003, apesar de avançada, a lei ainda apresenta falhas, principalmente de implementação.
Além disso, cabe ressaltar outro fator importante nessa temática, o individualismo. Assim, como o ditado popular ’’ Pensar no próprio umbigo ’’ mostra que o brasileiro ainda tem o pensamento egoísta. Tal cenário é comprovado através da última pesquisa do IPEA que aponta um total de 83.870 idosos que vivem em asilos, sendo que 76,8% dos acolhidos nessas instituições estão na rede filantrópica.
Portanto, faz se necessário uma intervenção pontual sem problema. Logo, cabe a Câmara dos deputados e ao Senado reformem como leis contra o abandono de idosos de forma que sejam eficazes. Além disso, devem disponibilizar publicamente um diretório para a sabedoria de todos por meio do portal do governo e das mídias sociais com o intuito de conscientizar a população. Dessa forma, a realidade de “Up altas aventuras” não se concretizará no Brasil.