Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 01/07/2021
O filme “Eu me importo” remonta em seu repertório de cenas o cotidiano de uma casa especializada no cuidado de pessoas com idade elevada, regida por uma respeitada cuidadora de idosos. De maneira análoga, a longa-metragem expõe as situações que as pessoas necessitadas de atenção e cuidados são submetidas no momento de desamparo na sociedade. Nesse contexto, o abandono de idosos em questão na contemporaneidade, apenas configura a falta de educação financeira e a ignorância social.
Em primeiro plano, encontra-se visível a toda classe social a precariedade da educação pública brasileira, principalmente, no que diz respeito a implantação da educação financeira no currículo educacional de todas as escolas do território brasileiro. Dessa maneira, a falta de instrução diante à execução da maneira adequada para a reserva de capital para o futuro não é executada, contrapondo-se à Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante a plena virtude de instrução a todo indivíduo que compõe o corpo social. Com isso, diversos idosos encontram-se em situação de miserabilidade, a qual submete os envelhecidos a falta de alimentação adequada e ao acesso de saúde de qualidade, já que à saúde do país estar em situação de colapso durante esse período de pandemia.
Ademais, é perceptível a ignorância social da população, exclusivamente, no momento de enjeitar o idoso. Dessa forma, é indiscutível a situação de ineficiência de leis na nação, já que o abandono de idosos, deixados a própria sorte, se enquadra como rejeição de vulnerável e é considerado crime. Dessa forma, o caso de Dona Zuliete Tolentino, que foi abandonada pela família e vivia em péssimas condições, segundo à reportagem de notícias do telejornalismo do Primeiro Impacto, apenas comprova o fato exposto e a falta de empatia dos parentes da vítima. Desse modo, cabe a reflexão sobre o pensamento do filósofo Sócrates, que afirma os erros como consequência da ignorância humana, a qual reprime o desenvolvimento social a partir de atos inadequados.
Portanto, faz-se necessário o debate acerca da questão do abandono de idosos na contemporaneidade. Assim, cabe ao Poder executivo, especificamente ao Ministério da educação, a inclusão da educação financeira no currículo de todas as instituições de ensino, bem como a elaboração de campanhas, mediante verbas governamentais, que alertem toda população sobre o devido cuidado e atenção que os idosos merecem, além de alertar a sociedade de que abandonar idoso a própria sorte é considerado crime. Tais campanhas devem ser disseminadas em espaços públicos e a mídia, grade difusora de informação, com o intuito de minimizar o abandono na sociedade.