Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 05/07/2021

O abandono de idosos, no Brasil, é uma problemática recorrente nos últimos anos. Esta situação pode ser comprovada pelo número de idosos instalados em abrigos públicos, que, segundo a revista ISTOÉ em 2017, cerca de 60.939 idosos, número superior ao ano de 2016. Nesse contexto, é notável que a assistência estatal é cada vez mais recorrente, indicando que, além do preconceito e da desvalorização para com o idoso, os empecilhos econômicos representam também um forte agravador.

Nesse sentido, é valido retomar a discriminação com os idosos. Segundo o site jornalístico G1, o número de denúncias de violência e maus tratos contra idosos aumentou 59%, em 2020. No mesmo período de 2019, o número de denúncias foi 16.039. Isto ocorre pela falta de compreensão dos limites físicos e psicológicos dos indivíduos de idade elevada, gerando a impaciência e irritação violenta.

Paralelamente aos problemas sociais, o debate acerca da economia é fundamental para entender o quadro de descaso com os cidadãos de idade. De acordo com a revista ISTOÉ, a poupança para velhice  é de 11%, média 10% inferior à média mundial. Consequentemente, o destino de abrigos estatais é um reflexo da baixa prática de poupar para ter uma vida estável economicamente no Brasil.

Portanto, são essenciais medidas para reverter este cenário referente ao abandono de idosos. Para isso, compete ao Ministério da Educação amestrar os brasileiros a mudarem o comportamento, criando palestras nas escolas sobre os direitos e limitações biológicas dos idosos e exigir que as instituições de ensino instruam a educação financeira para educar socialmente e economicamente a população desde a base etária.