Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 05/07/2021
Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Na música Envelhecer, de Arnaldo Antunes, é exaltada a naturalidade do envelhecimento, música essa produzida para aqueles com medo de envelhecer. Entretanto, na realidade brasileira, idosos são abandonados e caem no ostracismo rotineiramente. Sendo assim, tal fato deve-se a alguns fatores, sendo eles a ineficiência das leis do Estatuto do Idoso e negligência dos próprios familiares.
Em primeira análise, para comprovação de tal realidade, números como o do IBGE dizem que, em 2017, mais de 60 mil idosos estavam instalados em albergues públicos, com um crescimento de 15 mil em relação a 2012, simbolizando abandono da própria família.
Além do citado anteriormente, outro problema é a gestão estatal com relação ao assunto. Atualmente, a família não é mais aquela que designava alguém para cuidar dos mais velhos. Simultaneamente, falta um Estado que compense tal omissão com políticas que protejam os idosos desamparados. “Essas políticas são necessárias para atender uma população que está envelhecendo mal, num país em crise e com cortes nas despesas em educação e saúde”, afirma Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil.
Com tal situação em mente, faz-se de essencial importância medidas providenciadas pelo Estado que solucionem tais problemas. Uma das medidas é uma reforma no Estatuto do Idoso, tanto para aumentar penas por crimes contra o idoso quanto para fazer leis alterando a situação dos mais velhos no Brasil, medida essa podendo ser providenciada pelo Poder Legislativo, poder esse que regula as leis brasileiras. Caso tais providências sejam aplicadas de forma correta, a naturalidade do envelhecimento retratada na música de Arnaldo Antunes, será mais presente na mente do povo brasileiro.