Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 06/07/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a saúde, a educação, ao trabalho e entre outros como inerente a todo o cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o desamparo de idosos na atualidade, que nada mais é do que a falta de empatia e cuidado, assim como o abandono e os maus tratos. Diante dessa perspectiva, faz-se necessária a analise de fatos que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar o ditado que diz: “uma mãe cuida de 10 filhos, mas 10 filhos não cuidam de uma mãe.” Nesse sentido, de acordo à proporção que asilos e casas de repousos têm tomado nos últimos anos só comprova tal alegoria, visto que idosos são abandonados constantemente por seus filhos ou parentes, sendo esquecidos, sem ao menos uma visita ou ligação. Além disso, tais “velhinhos” não só necessariamente são abandonados em asilos, mas boa parte deles vivem em casas com a inexistência de laços afetivos, amor e atenção.

Ademais, é fundamental apontar que além da velhice, alguns com problemas psicológicos e enfermidades tem-se a possibilidade de potencializar o descuido, os maus tratos e a violência, caracterizando-se um sofrimento. Dessa forma, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, figura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos e deveres indispensáveis a todos.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, cabe ao Governo Federal, à criação de campanhas nas prefeituras com o objetivo de promover um apoio aos idosos com visitas em domicílios e asilos, e a execução de tarefas, dinâmicas e até mesmo conversas. Outrossim, é interessante também, com o uso da mídia, a implementação de notícias e informações na internet e TV sobre a importância do cuidado e o seu único fim, que é a atenção que eles merecem.