Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 13/07/2021
Segundo Tomas Hobbis, grande filosofo contratualista, “é dever do estado garantir a segurança e o bem-comum de seu povo”. Porém, esse dever não esta sendo garantido eficientemente para os idosos, no qual além de serem abandonados pela sua própria família, sofrem com o descaso do estado para sua existência. Desse modo, contribuindo para o agravamento do problema, tornando essas as questões que envolve o abandono dos idosos na contemporaneidade.
Dessa forma, o abandono começa em casa com os próprios membros da família. Pois, segundo Leandro Karnal, historiador e sociólogo, “vivemos em uma sociedade capitalista, que visa produzir lucro e descartar aquilo que não o traz, em que o senso comum que os idosos já produziu, porém, hoje não mais produzem lucro prevalece”. Desse modo, levando as famílias dos idosos -sem muita preocupação com lei- os abandonarem em asilos, casas de repouso ou até mesmo em casos extremos em lugares deploráveis sem nem um auxílio, como o exemplo do idoso que foi encontrado dormindo em um ponto de ônibus- abandonado por sua própria filha- segundo o site de notícias G1.
Nesse sentido, apesar de haver leis que visam impedir esse crime, vemos sua ineficiência com os aumentos de abandonos e denuncias. Prova disso são os dados segundo site de notícia estadão que de 2020 para 2021 houve um aumento de 20% de idosos abandonados, além de que apenas 49% das denúncias são investigadas segundo o site G1. Logo é perceptível o descaso que o estado tem trado esse problema, tendo como consequência as pessoas sem se preocuparem em ser punido efetivamente ao infringir essa lei.
Em suma, os idosos além de serem abandonados por sua familia, sofrem a negligência do estado para com sua vida, o que acaba agravando o problema, fazendo essas as questões que envolve o abandono dos idosos na contemporaneidade. Dessa maneira, o poder legislativo, responsável por criar leis e melhora-las, deve atualizar a lei de abandono de idosos para torna-las mais rígidas, aumentado as fianças e o tempo de pena, com objetivo de evitar que mais pessoas cometam tal delito sem preocupação. Além disso, o ministério da comunicação devera fazer campanhas para promover a valorização dos idosos, que serem exibidos em redes sócias e canais de televisão, visando mudar o senso-comum, que os da terceira idades não são mais úteis para sociedade só porque não produzem mais lucro. Dessa forma o estado estará comprido com seu dever de acordo Tomas Hobbis.