Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 20/07/2021

Conforme o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, em referência ao século XX, o homem está condenado a ser livre. Para isso, compete-lhe agir de modo responsável na escolha de suas ações no espaço no qual se insere. Porém, no Brasil, infelizmente, ainda, há desafios para se diminuir o índice elevado de abandono de idosos, na contemporaneidade - o que evidencia carência de engajamento governamental para a manutenção do bem - estar social.

É inegável que as autoridades brasileiras já desenvolvem ações para que a nação desfrute dignamente no que se refere à conquista de uma velhice digna. Nessa perspectiva, mencionam-se, por exemplo, como penas de preparação por órgãos competentes, cujo objetivo é garantir a punição do indivíduo que prática o abandono do ancião. Isso, de certa forma, demonstra que, mesmo a passos lentos, a intenção dos governantes em cumprir com os direitos inerentes ao homem resultados pela própria Constituição da República Federativa do Brasil de 1.988.

Entretanto, medida como essa, por si, não é suficientemente capaz de atenuar os problemas advindos do abandono de idosos, em solo brasileiro, pois observam-se velhos de idosos deixados em asilos, com menos de 1 salário mínimo, sem receber visita de seus familiares. Isso decorre da falta de planejamento econômico, o que contribui para o surgimento de doenças mentais e, consequentemente, impossibilita que o idoso desfrute de uma 3 ° idade digna. Tal realidade está intrinsecamente relacionado com o precário sistema educacional ora ofertado ao maior contingente populacional do Brasil, inapto a formar para a conquista da plena cidadania. O fato é que, enquanto o Estado não moldar o sistema educacional básico em responsabilidade social, não se conquistará apenas uma nação ética. Afinal,

Depreende-se, portanto, que há necessidade de maiores investimentos na Educação Básica, previsto pela Lei de Diretrizes e Bases, LDB, número 9.394 / 96. Para isso, é prudente que o Estado, através do Ministério da Educação, não só contemporâneo, desde a Educação Infantil, aulas de Formação Cidadã e Educação Financeira, mas também promova palestras, no contexto escolar, para toda comunidade, sobre danos sociais oriundos da falta de planejamento econômico, além de, em parceria com a prefeitura das cidades, desenvolvam campanhas com a exibição de mostrar às famílias a importância do acolhimento que deve existir com seus pais, e, por consequência, será reduzido o abandono de idosos no Brasil. Dessa forma, conquistar-se-á uma nação tal qual aquela predita pela doutrina filosófica.