Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 04/08/2021
A novela “Salve-se Quem Puder”, da Rede Globo, Relata a história de Alexia que cuida do seu avô que tem um distúrbio de memória e lhe dá toda a atenção necessária. Fora da ficção, a realidade é muito distinta, já que a questão do abandono de idosos ainda é pertinente na sociedade contemporânea. Dessa forma, é preciso analisar como a desigualdade social e a omissão estatal corroboram com a temática.
Primordialmente, é válido analisar a disparidade social como impulsionadora do revés supracitado. Sob essa lógica, o advento da globalização promoveu, por um lado, grande integração social, mas, por outro lado, as disparidades econômicas foram fomentadas. Sendo assim, o abandono de indivíduos mais velhos, por seus familiares, pela falta de condições financeiras para suprir as necessidades destes se torna cada vez mais comum e evidencia a miopia social existente por trás do assunto abordado.
Outrossim, é lícito postular a negligência estatal como agente da problemática. Sob essa perspectiva, a teoria Contratualista,do filósofo John Locke, afirma que o estado deve garantir os direitos imprescindíveis a população. Entretanto, o pensamento desenvolvido pelo pensador torna-se contraditório no corpo social vigente, visto que há uma ineficiência estatal na prática das leis contra o abandono de idosos, fazendo com que estes fiquem vulneráveis.
Portanto, é notório que o abandono de pessoas mais velhas é um problema que possui graves implicações. Sendo assim, é preciso que o governo, através do poder Judiciário, fiscalize com maior rigor a eficácia das leis. Ademais, é necessário que o Governo Federal realize políticas públicas, afim de mitigar a disparidade economica, por meio da inclusão desse objetivo nas diretrizes orçamentárias. Somente dessa maneira, será possível promover uma sociedade mais igualitária e consciente.