Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 01/08/2021
Na China e no Japão, a velhice é sinônimo de sabedoria e respeito. Sendo assim, os idosos são tratados com admiração e atenção pela vasta experiência acumulada em seus anos de vida. Entretanto, no Brasil contemporâneo, pessoas de idade avançada não tem a mesma representatividade comparado a aqueles que vivem no oriente. Isso se evidencia, não somente pela falta de planejamento do Estado mas também pelo abandono e desprezo de familiares. Logo, ações urgentes devem ser tomadas para resolver esse problema apresentado.
Sob esse viés, cabe enfatizar a mudança na pirâmide etária, com destaque à aqueles acima de 60 anos. Tal fenômeno, traz consigo problemas na exorbitante redução da mão de obra disponível para trabalho e ainda uma maior pressão sobre o sistema previdenciário, que carece de contribuições da população economicamente ativa para pagar aposentadorias e pensões. Nesse sentido, é contraditório que, apesar do aumento desse grupo populacional signifique melhoras na expectativa da vida segundo o IBGE, ao mesmo tempo, inconvenientemente acarrete em prejuízos em autarquias como o INSS.
Outrossim, o despreparo de muitas famílias, por motivos de negligência ou falta de um planejamento financeiro, causa em um danoso afastamento a esse grupo indefeso e minoritário. Para Jane Addams, filósofa conhecida como a mãe do mercado social, o progresso social depende tanto de um aumento da sensibilidade moral quanto de um senso de dever. Por analogia, é necessário ressaltar que para um avanço completo da nação, deve-se haver um ato de solidariedade à aqueles desfavorecidos. Desse modo, é inaceitável que em um país com um estatuto em especial aos idosos, reconhecendo o seu abandono como crime e as implicações podendo levar à responsabilização cível e criminal, ainda haja desacatos infringindo a própria lei.
Portanto, é incabível que atos de desamparo a indivíduos vulneráveis pela vasta idade ainda ocorram no Brasil. Destarte, o governo federal o deve organizar campanhas sobre a importância dos idosos na sociedade e realizar investimentos. Isso deve ser feito por meio de parcerias público-privadas, com a veiculação de propagandas de orientação na televisão, no rádio e em jornais impressos. Espera-se, diante desse cenário, estabelecer uma população que reconheça a relevância de pessoas de idade avançada.