Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 12/08/2021
Na Grécia Antiga -em Esparta-, existiu um Conselho chamado de ‘‘Gerúsia’’ no qual homens com mais de 60 anos eram responsáveis por tomar decisões legislativas e obtinham enorme respeito perante à sociedade. Hoje, no entanto, percebe-se que os idosos são abandonados e pouco valorizados no Brasil. Isso ocorre, dentre outros fatores, devido ao desamparo familiar que tem como consequência sérios danos psicológicos.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que segundo o artigo 229 da Constituição Federal de 1988, os filhos maiores tem o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, todavia, na contemporaneidade muitas pessoas da terceira idade são desamparadas pela família. Nesse contexto, os filhos e até os netos passam a considerar o idoso um incômodo e por não serem capazes de disponibilizar os cuidados e até um simples carinho necessário, abandonam o familiar em casas de repouso e nem sequer aparecem para visitá-lo ou saber como está.
Outrossim, quando o idoso não possui ninguém que o ame por perto ele começa a se sentir sozinho e rejeitado, o que pode desencadear sérios problemas psicológicos como depressão, ansiedade, altos níveis de estresse e em casos mais extremos, o suicídio. Prova dessa realidade é o filme ‘‘Up Altas Aventuras’’, que mostra Fredricksen, um senhor que após perder a esposa tornou-se solitário e pouco humorado, e que só não desenvolveu nenhuma doença psicológica, pois encontrou Russell, um garotinho que virou seu amigo e lhe deu novos motivos para viver.
Infere-se, portanto, que o abandono de idosos no Brasil pode ser fatal. Urge que o Estado amplie o número de asilos públicos no país e que em todos eles haja apoio psicológico com profissionais capacitados. Além disso, a mídia deve divulgar para a população os direitos da terceira idade e os deveres que ‘’nós’’ como sociedade precisamos ter com eles. Isso deve ocorrer por meio de comerciais em tv aberta ou nas próprias redes sociais a fim de que todos respeitem e acolham com amor os idosos.