Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 04/08/2021

Segundo os costumes das Tribos Indígenas, os indivíduos mais velhos, chamados de anciões, são vistos como pessoas dotadas de vivências e experiências, com isso são extremamente valorizados, sobretudo quando atingem essa faixa etária. Contudo, esse cenário não é vivenciado pela maioria da dos brasileiros, que convivem  com o aumento do abandono dos anosos, principalmente pela instabilidade financeira das famílias e por conseguinte uma série de danos físicos e mentais são causados nesses. Nessa perspectiva, faz-se necessário avaliar duas vertentes: as causas e consequências para o desamparo dos idosos.

Em primeira instância, a renda mensal da população do Brasil é considerada inferior e desigual ao ideal para a sobreviencia dos longevos, dessa maneira encontram problemáticas para um cuidado adequado. Isso se fundamenta nos princípios da Geografia em relação à pirâmide etária brasileira e o faturamento de cada persona, o que ratifica uma despropocionalidade existente. Dessa forma, confirma o fato de que com a precariedade das finanças o auxílio dos parentes em relação aos mais velhos torna-se ainda mais difícil, já que para isso um investimento monetário é fundamental, principalmente para a compra de medicamentos considerados essenciais e assim muitas vezes são deixados pelos familiares à mercê de maus-tratos.

Por consequência, o desmazelo com os vetustos desdobra em impasses, como lesões físicas e psicológicas, afetando assim a saúde dos mais velhos. Um bom exemplo é o filme ¨Meu pai¨ indicado ao Oscar, que retrata sobre a vida de um senhor portador da doença de Alzheimer, que ao decorrer dos avanços de sua enfermidade se deparou com violência física e moral e por fim foi posto em um asilo, abandonado por sua filha. Sabe-se que essa é uma realidade de vários anciões que muitas vezes  não possuem nem mesmo a oportunidade de se proteger em uma casa de abrigo e dessa maneira morrem em virtude da crueldade.

Portanto, o abandono dos idosos cresce à medida em que a renda e custo de vida são desproporcionais ao necessário para o cuidado pleno dos mais velhos e assim profundos danos são ocasionados nesses que carecem de atenção e zelo. Logo, urge que o Governo, em conjunto com o Estatuto do Idoso, promova assistências diretas à população provecta. Tal ação deve ocorrer por meio de visitas aos lares e campanhas de auxílio a esse grupo, a fim de reduzir os índices de abandono e solucionar essa problemática. Pois só assim a realidade do tratamento majestoso encontrado nas Tribos Indígenas será vislumbrada por toda a sociedade contemporânea.