Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 04/08/2021

Segundo o Artigo 98 do Estatuto do Idoso, é estabelecido como crime: “Abandonar o idoso em hospitais, casas de saúde, entidades de longa permanência, ou congêneres, ou não prover suas necessidades básicas, quando obrigado por lei ou mandado.” Por mais que seja considerado crime, o abandono de idosos se encontra bastante frequente na sociedade contemporânea, principalmente entre famílias das classes mais baixas, devido à falta de condições para a sustentação desses indivíduos. Além disso, o abandono de idosos resulta em graves consequências para a população idosa, fazendo com que as chances de desenvolverem problemas psicológicos aumentem consideravelmente.

Primordialmente, pode-se afirmar que o abandono de idosos se encontra extremamente comum nos tempos atuais, principalmente entre a parcela mais pobre da população, devido à escassez de recursos, o que faz com que a família, sem condições de sustentar o idoso, o abandone. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), 10,65% da população brasileira apresenta mais de 65 anos, sendo representados por 33,4% da população mais pobre.

Outrossim, é notável que o abandono de indíviduos idosos é responsável por aumentar a probabilidade de desenvolvimento de problemas psicológicos nesses indivíduos, por conta do descaso e desprezo demonstrados pelos familiares. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 13% da população idosa no Brasil é afetada pela doença, podendo resultar, dessa maneira, em problemas ainda mais graves, como o Alzheimer.

Portanto, é possível afirmar que o abandono de idosos é um crime frequente na sociedade brasileira contemporânea, o que faz com que grande parte desses indivíduos desenvolvam doenças psicológicas e mentais. Por isso, é necessário que o governo promova um aumento na rigidez do cumprimento das leis em defesa dos idosos, por meio da aplicação de multas e punições cada vez mais rigorosas, com a finalidade de diminuir o índice de idosos abandonados, e, dessa maneira, impedir que mais idosos sofram com transtornos psicológicos.