Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 06/08/2021
Segundo o filósofo Platão, a qualidade de vida têm suma relevância, de modo que ultrapassa a da própria existência. Todavia, percebe-se que, no Brasil, esse aforismo está distante de ser cumprido, pois, de maneira inaceitável, o abandono de idosos na contemporaneidade é lacunar, afastando a sociedade de atingir o bem-estar. Dessa forma, fica claro que a negligência estatal, bem como a falta de diálogo são alguns dos precursores da problemática.
Em vista disso, o descaso governamental corrobora a persistência do problema. Nesse sentido, de acordo com Durkheim, em seu conceito de “Homeostase”, a sociedade é como um organismo biológico e necessita que o tecido esteja bem para o bom funcionamento do órgão. Entretanto, é notória a ausência dessa máxima no país, dado que há um tratamento pífio do Estado, o qual se manifesta, por exemplo, no grande número de idosos abandonados, o que é um irrespeito descomunal com o povo e mitiga o desenvolvimento do tecido social. Com isso, o aforismo de Platão dialoga com o de Durkheim, posto que é dever do Estado o aumento do bem-estar, sendo o cuidado com os idosos indispensável para isso.
Ademais, a ausência de comunicação é um dos entraves para desconstruir o obstáculo. Nessa perspectiva, o filósofo Habermas, afirma que para resolver qualquer problema é vital o diálogo entre as partes envolvidas. Desse modo, é clara a ausência desse axioma no Brasil, já que o diálogo é negligenciado, prejudicando o conforto dos sêniores, o qual se expressa, na falta de assistência dada na velhice, principalmente nas comunidades mais pobres. Sob essa análise, com base no Estatuto do Idoso, o qual traz o bem-estar como direito, cabe não só ao Estado, e sim a todo corpo social, debater sobre melhorias para o conforto dessa parcela.
Logo, cabe ao Ministério da Saúde – visto que é o responsável por estabelecer ações e diretrizes salutares- promover a diminuição de idosos abandonados, por meio de divulgação na mídia sobre as mesas-redondas nas instituições públicas e privadas, como escolas, universidades públicas e particulares, mediante o auxílio de médicos, enfermeiros e professores, nos fins de semana para maior participação popular, sobre cuidados com os seniores, a fim de mitigar o número de abandonados e a falta de diálogo. Tal ação promoverá, certamente, um país cujo desamparo é menos frequente, e atinge o bem-estar, como afirma o filósofo Platão.