Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 17/08/2021
Segundo o artigo 230 da Constituição Federal a família, a sociedade e o Estado tem o dever de amparar e proteger os idosos, assegurando a sua dignidade e o direito à vida. Por essa perspectiva, tal dado simboliza a debilidade reflexiva acerca do abandono do idoso no Brasil. Tal fato tem origem irrefutável na mentalidade capitalista e entre os fatores que comprovam essa realidade estão o ideal de produtividade e a manipulação midiática.
Dessa forma torna-se claro como o ideal de produtividade solidifica o descaso com os idosos. Isso ocorre pois, o modo de produção capitalista impõe aos cidadãos que o seu valor consiste em cumprir todas como metas e trabalhar por horas exorbitantes diariamente. Porém, essa não é a realidade de muitos idosos que já não possuem tanto vigor físico e mental para se submeter as pesadas jornadas de trabalho. Com isso, esse grupo acaba sendo tratado como invalidez por parte da sociedade.
Ademais, percebe-se como uma manipulação midiática gera o descrédito com a população idosa brasileira. Tal quadro advém do fato de as empresas que detém o monopólio midiático não obterem lucro mostrando a realidade dos idosos. Isso pode ser comprovado pela fala do pensador equatoriano Juan Montalvo, para quem “não há nada mais duro do que a suavidade da indiferença”, já que os idosos não são tratados como deveriam pelos veículos de mídia, que não lucram mostrando sua realidade, fazendo com que eles sejam menosprezados pelas pessoas a sua volta.
Mediante a isso, é notório que esse desmazelo com os idosos tem como origem a mentalidade capitalista. Para a solução eficaz da preblemática é necessário que o Ministério da Cidadania atue por meio do Estatuto do Idoso proporcionando a eles mais inclusão e acolhimento por meio do Plano de Voz do Idoso, que terá um representante dessa classe com participoação e influência na tomada de decisões, projetos e políticas coltadasa ao idoso. Outrossim, a população idosa terá mais representatividade e voz para os seus reais problemas e necessidades, e conforme dito por Montalvo não terão mais um sentimento de indiferença diante do corpo social.