Abandono de idosos em questão na contemporaneidade
Enviada em 04/09/2021
Humanidade descartável.
No que se refere ao abandono de idosos na contemporaneidade, pode-se observar a obra cinematográfica de origem chilena, “Agente duplo”, que retrata a vida de um agente que foi contratado para espionar um asilo, com a acusação de ocorrer maus tratos com a mãe de uma cliente. No longa-metragem, o agente pôde observar o cotidiano, muitas vezez triste e solitário, de idosos que vivem em casas de repousos, abandonados por seus familiares. Paralelamente, na contemporaneidade diversos aciãos passam por cituações análogas aos idosos do asilo.
Precipuamente, é possível perceber a desvalorização da pessoa humana idosa no cotidiano brasileiro
por falta da atividade dos poderes governamentais, o que concerne a criação de ferramentas que coíbam tais recorrências. Segundo a Constituição Federal de 1988, artigo 5, todo ser humano tem direito a segurança, lazer e saúde, em contrapartida isso não acontece no Brasil. A cada dez minutos, um idoso é agredido no país, segundo a Secretaria do Envelhecimento Saudável e Qualidade de vida do Rio de Janeiro. Muitas das agreções são sofridam em casa, o desvalor da pessoa idosa e o descarte de sua humanidade é um problema cotidiano na sociedade vigente. Desse modo faz-se necessário a reformulação da postura estatal de forma urgente.
Outrossim, é válido salientara negligência familiar como um dos promotores do problema. A partir desse pressuposto, pode-se perceber o abandono de idosos decorrente objetificação dessas pessoas, quando não ocorre o lucro elas são facilmente descartadas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), entre 2012 e 2017 a população isoda no Brasil saltou para 30,2 milhões de pessoas, no mesmo intervalo de tempo o número de pessoas com 60 anos ou mais em albergues públicos saltou para 60,8 mil, se contar com iniciativas privadas sobe para cem mil, isso significa que a falta de amparo familiar sobe mais rápido que a expectativa de vida no país, isso tudo retarda a resolução do impecilho e contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Dessarte, fica evidente a necessidade de intervenção, portanto o Governo Federal, deve, por meio do poder executivo em consonância ao Ministéro da Justiça, assegurar os direitos da pessoa idosa e
criar projetos que reforce os cuidados prolongados e assistência na velhice. Além do Ministério das Comunicações usar veículos midiáticos e redes sociais para orientar e alertar sobre o abandono de idosos e seus efeitos deléterios, para que assim a as pessoas possam ter uma velhice digna e sua humanidade não seja descartada.