Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 27/08/2021

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o número da população de idosos tende a aumentar significamente em todo o mundo até o ano de 2050. Saúde física, questões financeiras e psicológicas acompanham  as questões sociais que envolvem o envelhecimento populacional. Neste contexto, é mister verificar a responsabilidade da sociedade e dos órgãos governamentais na questão do abandono de idosos na contemporaneidade.

Em primeiro plano, analisa-se a questão social do envelhecimento. Vivemos em uma sociedade que estimula a juventude eterna, aonde envelhecer se tornou um problema, fato que pode ser acompanhado, muitas vezes, por meio das redes sociais, como foi o caso da apresentadora Xuxa, que foi criticada ao mostrar suas rugas em uma publicação, de acordo com notícias da coluna Uol. Nessa perspectiva, encontram-se os fatores psicológicos e financeiros, por exemplo, muitas pessoas preocupadas com o presente e apenas consigo e dispersas em relaçao ao futuro, conforme aponta o levantamento do Banco Mundial. Assim, devido a extremas cobranças da sociedade, há um investimento maior para se manter jovem em contraponto a vida no futuro, ou seja, a velhice.

Ademais, é notório a ausência de informações quanto ao processo de envelhecimento. Tal responsabilidade deve-se aos órgãos governamentais e da saúde, a fim de normalizar essa fase da vida, uma vez que a estatística da expectativa de vida, segundo dados da OMS, também aumentou. No Brasil, essa média hoje é de 68,6 anos. Dessa maneira, fala-se muito em vida saúdavel, envelhecimento saúdavel, mas não há orientações para lidar com o processo mencionado, sobre o que fazer após os sessenta anos ou como se preparar para a chegada da terceira idade. Nesses aspectos, os problemas em questão, apontam para um círculo vicioso, que não justificam em hipótese alguma o abandono, no entanto, a ausência de empatia social e governamental, nas questões supracitadas, aumentam a procura por casas de repouso e refletem o abandono.

Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania, em parceria com os Governos Estaduais, por meio de recursos da União, realizar campanhas de conscientização com ampla divulgação nas grandes mídias sociais, a fim de educar quanto ao processo de envelhecimento e questões financeiras, alertando sobre os percalços que podem ocorrer no caminho. Além disso, o Ministério da Educação, junto as universidades, poderiam incluir disciplinas de educação financeira na grade curricular do ensino superior, bem como matérias de psicologia que contribuam para o desenvolvimento mais humanitário do ser humano. Desse modo, no ano 2050, a estatística do aumento do número de idosos talvez não acompanhe o aumento no número de abandonos.