Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 30/08/2021

Segundo o artigo 230 da Constituição Federal de 1988, é dever do Estado e da família amparar pessoas idosas. No entanto, observa-se que na atualidade os casos de abandono de idosos no Brasil estão numa crescente, fruto da ausência familiar e da falta de educação financeira. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Primeiramente, é importante pontuar que o abandono dos idosos é derivado da falta de responsabilidade familiar. O psiquiatra Ítalo Marsili diz que é dever da família, principalmente dos filhos, cuidar dos mais velhos, mesmo que seja difícil, como forma de retribuição por tudo que estes, quando mais jovens, fizeram. Nessa lógica, a falta de responsabilidade da família contribui largamente com o abandono de idosos, uma vez que demanda tempo, atenção e esforço. Diante disso, torna-se fundamental uma posição do Estado quanto a negligência da família nos cuidados aos idosos.

Além disso, é relevante dizer que a falta de educação financeira é promotora do problema. Segundo o empresário Ícaro de Carvalho, a coisa mais importante que o dinheiro traz é a facilidade e a liberdade. Nessa lógica, quando não há dinheiro na terceira idade essa pessoa fica dependente da ajuda de terceiros para questões fundamentais de sua vida, como ter uma moradia e profissionais que cuidem dele que poderiam preencher a ausência dos familiares. Dessa forma, são necessárias medidas com o objetivo melhorar a gestão financeira da população.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Portanto, cabe, ao Ministério da Mulher, da Família, e dos Direitos Humanos, através de publicidades na mídia, como TV, internet e rádio, a promoção de campanhas que orientem a população quanto a importância de ajudar os idosos e as consequências do crime de abandono, com o fito de reduzir o número de casos de abandono no Brasil. Adicionalmente, é dever do Ministério da Educação, que é responsável pela política educacional do Brasil, por meio da criação de cursos de educação financeira, orientar a população a melhorar sua gestão financeira, com o intuito de que guardem parte de sua renda para a terceira idade. Com isso, os casos de abandono se reduzirão e o direito proposto pelo Artigo 230 da Constituição federal de 1988 será garantido a mais pessoas.