Abandono de idosos em questão na contemporaneidade

Enviada em 03/09/2021

De acordo com a constituição federal de 1988, documento que descreve todos os direitos e deveres dos brasileiros, prevê em seu 6° artigo, o direito a aposentadoria e proteção de incapaz. Entretanto, observa-se uma lacuna nesse direito na questão do abandono de idosos, o que é, além de grave, torna-se uma incoerência inconstitucional. Nesse contexto, a displicência acerca do idoso, é um grave problema no Brasil, não só à herança histórica de desvalorização dos anciões, mas também à insuficiência legislativa contra a previdência social.

Em primeiro lugar, é evidente que o legado histórico deixado pelo aumento da população idosa, graças ao aumento da expectativa de vida, é um grande responsável pela complexidade do problema. Segundo o antropólogo francês Levi-Strauss, só é possível interpretar corretamente as ações coletivas a partir do entendimento de eventos históricos. Nesse sentido, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirma que a população acima de 60 anos dobrou nas duas últimas décadas. Deste modo, os jovens brasileiros ainda tem uma visão arcaica sobre o idoso, já que estes eram a minoria, o que dificulta a resolução do problema.

Além disso, o despreparo governamental a respeito da previdência social, é uma das questões que interferem na mudança das leis que estão desfavorecendo os idosos. Nesse sentido, no livro “segundo tratado sobre o governo”, o filósofo John Locke afirma que as leis foram feitas para a população e não para as leis. Em suma, após a sua criação, é preciso que a lei seja formenta dá para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, na questão do seguro social, a legislação tem sido insuficiente para a erradicação do problema.

Portanto, conclui-se que o Ministério da Cidadania deve promover eventos, divulgados por meios de campanhas midiáticas, em rádios e televisões, utilizando horários nobres - para alcançar o maior número de pessoas - com propósito de alertar sobre direitos constitucionais do idoso, para que eles tenham uma melhor qualidade de vida. Além disso, a Secretaria de Educação deve promover debates em escolas, através de filmes e livros sobre o assunto, incluindo perguntas com assistentes sociais para estudantes e seus responsáveis, explicando os malefícios do abandono de anciões na esfera familiar, com intuito de diminui-la.